Açoitam-me insondáveis e dissonantes agônias
Fruto dos alienígenas que povoam a minha mente
Ou da incógnita mendicidade amorfa e clarividente
Incongruência lucilante no halo das vãs rodovias
Inverosímil e letárgica a inóspita insanidade
Dilacerante a flecha gélida que me perpassa
Incomensuráveis caminhos por onde a alma passa
Carcomido e rarefeito o sopro da perplexidade
Entrego-me aos devaneios de um sonhador
Exploro a obliquidade dos meus delírios
Há no poeta o eventual cunho de um escritor
Já o soneto toma forma, corpo e coabita
No hospício isócrono da irreverência
Demência que me assola e em mim habita
Eliane L.
The Eternal Empire 1995 Dansk
Há 9 anos


Nenhum comentário:
Postar um comentário